Segunda-feira, Junho 30, 2008

Preencher os espaços vazios


Foto de: Pedro Costa
retirado de :http://www.1000imagens.com


É inútil...quando me fazes tanta falta...magoar...querer o teu abraço em mim...orgulho...dois...saudade...cansaço... os restos do último beijo...a lágrima disfarçada na voz...deja vu sentimental...não partilha... não conhecer... apertar tanto que doí... querer mais não é crime...o que dou... não saber o que se quer...amar-te...mil dúvidas...um olá vazio de nós.... um passado sem futuro....inseguro...longe...vazio...indiferente numa não indiferença...só...tu...eu...só...o não conseguir...falar e entender...egoismo...comodismo...olhos fechados perante todas as transparências...ouvidos surdos a todas as palavras que não precisam ser ditas...eu...frio...tu...longe....

Sexta-feira, Junho 27, 2008

Passos trocados...


Foto de:Maria Avelino
retirada de: www.1000imagens.com


Tabaqueando ao som de: Massive Attack-Dissolved Girl - Massive Attack"

Segunda-feira, Junho 23, 2008

É tão simples...



Tiago Bettencourt& Mantha "O Jogo"


Não vou dizer algo que já alguém disse...

Domingo, Junho 22, 2008

Perguntas e mais perguntas...

Foto de Luís Coutinho

Fico assim sem saber o que dizer, quando acho que não sabemos que lugar ocupamos na vida um do outro, fico assim sem saber o que te diga e sem fazer ideia do que me vais dizer. Sinto como sempre senti que por vezes tens medo de sentir e eu talvez sinta demais ou simplesmente não consigamos nunca chegar ao consenso do que realmente queremos um do outro. É como se andássemos a escrever uma história a tempo sem fim e os capítulos se perdessem em enredos paralelos às vontades que cada um tem de um desfecho diferente, como se fossemos personagens que desaparecem da história e voltam a reaparecer a meio confusas sem saber qual o seu lugar real. Fico num misto de dúvidas e incertezas que sei que não são apenas minhas, mas que quase nunca partilhamos e não sei porque não o fazemos, não entendo porque parece que apenas reconhecemos a nossa voz e não entendemos a voz um do outro em separado, porque não me consegues ouvir ou porque não te consigo ouvir a ti. Será por isso? Será esse o problema?
“What a hell im doing here? I don’t belong here…”

Terça-feira, Maio 20, 2008

Pedaços de vários dias I

Foto de: Eduardo Almeida
Retirada de: http://www.1000imagens.com



A alegria dos mortos é o reflexo da lágrima dos vivos, a isso chamamos saudade…


-Amas-me?
-Sim, amo-te.
-Mas como me amas?
-Aceitando quem és e como és sem perguntas desnecessárias como o se te amo ou não…

Posso facilmente esquecer-me do dia de ontem se não encontrar as pegadas de sombra espalhadas ao acaso por ai…

-Deixa-me morder-te a boca.
-Morde se quiseres mas assim não levas beijos.
- Não faz mal, arranco-tos à dentada…

O esquecimento é o princípio de um adeus a nós mesmos…

Sexta-feira, Maio 16, 2008

Crónicas dos maus amores III

Foto de: F. Monteiro
retirada de:http://www.1000imagens.com


Em todos os momentos que poderiam ter sido seus, nenhum realmente existiu, foi apenas uma vontade de circunstância, perda rápida de apetite, fim de uma fome de amor apenas de nome…
Todas as trocas de pedaços de sentimentos carentes de um sentido, escassas de um morder de lábios sem perguntas, ausente de um abraço agarrado e firme, tudo em vão, em queda um fim sem hipótese de qualquer inicio…
Uma impotência enorme de paredes-meias com a constatação de um par de mãos vazias de algo que afinal se queria tanto, o fim de um jogo sem sequer ter iniciado o mesmo....
A desilusão dos finais felizes ao contrário…

Segunda-feira, Maio 05, 2008

Crónicas dos maus amores II


Foto de: Pedro Gomes
Retirada de: http://www.1000imagens.com


Não me assusta andar aos encontrões com os espaços vazios por preencher há que saber apenas usar a nossa sombra como companhia para combater uma solidão de encosto. Não há rotinas no estilhaçar sucessivo de memórias inventadas à pressa para ter um passado que lembrar, excepto a tentação de cair aos poucos em dias de outros que não nos pertencem, fazendo esquecer que não somos o que queremos, somos apenas quem somos da forma como somos.
Não ando a amar a solidão em esquinas escuras nem tenho sexo casual em menage a trois com a tristeza e mentira, não…
Se os braços estão vazios não é pela falta de um corpo que os encha, mas sim por culpa de um momento que continua bem escondido num jogo de quarto escuro onde não se trocam os primeiros beijos e carícias, mas sim onde se trocam vidas e mundos para uma caderneta de cromos incompleta como são os sonhos e as promessas para o dia seguinte…